Brasil dispara em ranking sobre ambiente para investimentos em mineração

Brasil dispara em ranking sobre ambiente para investimentos em mineração

País melhora em ambiente regulatório e potencial geológico e passa a liderar América Latina em atratividade para projetos minerais
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(Foto: Lundin Mining/ Divulgação)

O Brasil disparou em um ranking global que mede o ambiente para investimentos em mineração e passou a ser visto pelo setor mineral como a jurisdição mais atrativa da América Latina. O país aparece agora na 19ª posição entre 68 jurisdições avaliadas, segundo o Annual Survey of Mining Companies, estudo anual do Fraser Institute, um dos principais levantamentos sobre percepção de investimento no setor mineral.

No ano passado, o Brasil ocupava a 56ª posição entre 82 jurisdições, o que representa um salto expressivo na avaliação de executivos da indústria de mineração.

O ranking combina dois indicadores principais: o potencial geológico, que mede a qualidade e disponibilidade de recursos minerais, e outro que avalia fatores institucionais e regulatórios, como estabilidade política, regime tributário, licenciamento ambiental e segurança jurídica.

No topo do ranking global aparece Nevada, nos Estados Unidos, considerada a jurisdição mais atrativa do mundo para investimentos em mineração.

Melhora no ranking

Segundo o estudo, a melhora do Brasil foi impulsionada por avanços tanto na avaliação do potencial mineral quanto na percepção sobre políticas públicas. A pontuação do país em potencial mineral aumentou 24,84 pontos, elevando sua posição de 43º entre 58 para 11º entre 41 jurisdições avaliadas nesse indicador.

Já no indicador que mede a percepção de executivos do setor sobre o ambiente regulatório, a pontuação brasileira subiu 26,51 pontos, levando o país da 53ª posição entre 82 para 29ª entre 68 jurisdições.

O avanço ocorre em um momento de maior atenção do governo brasileiro ao setor mineral, em meio ao crescimento da demanda global por minerais críticos, impulsionada pela eletrificação da economia, pela transição energética e pelo avanço de tecnologias como veículos elétricos, baterias e data centers.

Depois de anos, o governo instalou o Conselho Nacional de Política Mineral, instância responsável por discutir diretrizes estratégicas para o setor. Criado em 2022, no fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o conselho foi reformulado no início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, mas não havia se reunido até então.

Na primeira reunião, o colegiado aprovou a criação de um grupo de trabalho para formular políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva de minerais críticos e estratégicos no Brasil.

Também avança no Congresso, em regime de urgência, a proposta de criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos, considerada pelo setor uma peça-chave para ampliar investimentos e desenvolver etapas mais avançadas da cadeia produtiva no país. O principal projeto em tramitação está sob relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG).

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