Minde participa da criação de grupos de trabalho para avaliar impactos socioeconômicos da mineração em Goiás

Minde participa da criação de grupos de trabalho para avaliar impactos socioeconômicos da mineração em Goiás

Iniciativa da Semad reúne governo, academia, Ministério Público e setor mineral para desenvolver metodologia inédita que deverá orientar o licenciamento ambiental no estado
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Semad instituiu três grupos de trabalho para desenvolver metodologia de monitoramento e avaliação dos impactos socioeconômicos da mineração em Goiás (Foto: Semad)

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reuniu, em Goiânia, representantes do poder público, da academia e do setor mineral para estruturar três grupos de trabalho voltados ao desenvolvimento de uma metodologia de monitoramento e avaliação dos impactos socioeconômicos da mineração em Goiás. O encontro ocorreu na sexta-feira (13/03) e contou com a participação do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde).

A iniciativa reúne servidores da Semad e da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SIC), representantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO), professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e integrantes do setor produtivo.

O objetivo é construir indicadores técnicos que tornem o licenciamento ambiental mais robusto e baseado em parâmetros mensuráveis.

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, atualmente não há, no Brasil, indicadores claros que permitam medir de forma objetiva os impactos sociais e econômicos da mineração. A proposta é criar uma metodologia capaz de avaliar com mais precisão os efeitos da atividade nos territórios e orientar a definição de responsabilidades entre empresas, municípios e Estado.

A criação dos grupos de trabalho foi motivada por discussões realizadas durante o 1º Ciclo Técnico de Debates Socioambientais, promovido em dezembro de 2025. A partir desse diagnóstico, foram estruturados três eixos de atuação.

Grupos de Trabalho

O GT 1 – Mitigação de Impactos Socioambientais irá definir critérios técnicos para identificação, caracterização e tratamento dos impactos decorrentes da mineração. Já o GT 2 – Mineração e Desenvolvimento Regional discutirá o papel da atividade mineral na promoção do desenvolvimento local e regional, incluindo sua articulação com políticas públicas. O GT 3 – Paralisação e Fechamento de Mina terá como foco o planejamento das fases de paralisação e descomissionamento, com definição de instrumentos de gestão e mensuração dos impactos socioeconômicos associados.

Os grupos terão duração prevista de um ano, com reuniões periódicas e elaboração de um relatório final consolidado que servirá de subsídio técnico para o aprimoramento do licenciamento ambiental e da formulação de políticas públicas para o setor.

Para o presidente do Minde, Luiz Antônio Vessani, a participação do setor mineral é fundamental para o desenvolvimento da metodologia, já que as empresas podem contribuir com dados e experiências acumuladas nos territórios onde atuam.

“Onde muitas pessoas enxergam apenas um grande buraco na terra, nós, mineradores, enxergamos o futuro e a possibilidade de desenvolvimento”, afirmou.

O documento final com os resultados dos trabalhos tem previsão de conclusão e publicação em agosto.

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